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Três demissões antes da Série A: afinal, os estaduais valem ou não?

  • Entrelinhas
  • 26 de abr. de 2019
  • 2 min de leitura


Editoria de arte/globoesporte.com


Por Alexandre Ricardo


No último final de semana, tivemos o encerramento dos principais campeonatos estaduais do País. A poucos dias do início do Brasileirão, três treinadores perderam seus empregos após ficar com a segunda colocação dos torneios locais: Maurício Barbieri no Goiás, Lisca com o Ceará, e Alberto Valentim no Vasco da Gama. O número, relevante para um total de 20 clubes participantes da Série A do Campeonato Brasileiro, reacende uma velha discussão sobre o nível de importância dos estaduais dentro do calendário do futebol brasileiro. Com o início de competições como a Libertadores e a Sul-Americana, várias equipes têm rodado o elenco, optando por um time alternativo contra os chamados clubes intermediários. A principal queixa de alguns analistas, atletas e profissionais de comissão técnica gira em torno da quantidade de datas, que obriga as equipes a ter um elevado número de partidas em um curto espaço de tempo, principalmente num princípio de temporada. Para os trabalhos recentes, esta problemática é ainda mais incômoda, dado o elevado número de contratações aliado a uma dificuldade em implantar uma maneira de jogar. É fato, também, que competições paralelas acabam inflamando a situação, principalmente num futebol tão "resultadista" como o brasileiro. Lisca, por exemplo, acabou sendo eliminado pelo Náutico, um clube da Série C, na Copa do Nordeste ao utilizar jogadores que não vinham tendo tanto espaço. Apesar do bom aproveitamento no início do ano, Barbieri começou a ser contestado ao ser desclassificado da Copa do Brasil pelo CRB após uma disputa de pênaltis.

Uma discussão que toca muitas vertentes, mas que levanta uma pergunta capaz de provocar muita gente: se os estaduais valem tão pouco, por que são capazes de rumar para a demissão de um técnico? Num futebol em que se discute cada vez menos a qualidade do jogo propriamente dito, essa observação deve perdurar por muitos anos...

 
 
 

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