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Saúde na infância preocupa pais e profissionais no Recife

  • Entrelinhas
  • 17 de mai. de 2019
  • 3 min de leitura



Por Alice Albuquerque


Já se foi o tempo que criança gordinha era considerada saudável. Hoje, a busca pela saúde e pela qualidade de vida fora do sedentarismo tem crescido entre todas as faixas etárias, e não é diferente com as crianças. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a obesidade atinge 15% dos meninos e meninas no Brasil. A falta de exercícios e a alimentação inadequada são os grandes culpados. Estudos apontam que cerca de 50% das crianças de 5 a 7 anos que praticam atividades físicas regularmente têm mais chances de continuar praticando exercício ao crescer.


No entanto, é importante lembrar que a prática da atividade física deve ser orientada e acompanhada por um profissional da área e pode, inclusive, ajudar na prevenção de várias doenças. Para a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os benefícios de uma vida saudável podem ser vistos de forma imediata ou a longo prazo, como o controle de peso, melhora da capacidade cardiorrespiratória e bem-estar psicossocial.


De acordo com o pediatra Guilherme Porto Lustosa, a prática de exercícios é fundamental na socialização e, principalmente, no ganho da saúde e condicionamento físico. “O exercício, junto com uma alimentação saudável, previne problemas comuns como obesidade, pressão alta e diabetes, doenças que podem afetar crianças e adolescentes. Lembrando que a atividade deve ser adequada à idade. Uma criança de dois, três anos, não pode fazer esporte de alto impacto”, adverte.

Na academia Clube 17, localizada na Avenida 17 de Agosto, no bairro do Monteiro, Zona Norte do Recife, acontece de segunda à sexta, entre às 15h e 19h, o funcional das crianças com a tia Fran. Na academia, o treino é chamado de atendimento preferencial, porque as crianças precisam de um acompanhamento mais próximo. A profissional de Educação Física, Francine Gabrielle, de 26 anos, faz treinos diariamente com crianças de 5 a 11 anos.


As crianças vão pelo menos duas vezes por semana, quando não estão em época de prova no colégio, claro. Tia Fran trabalha um melhor funcionalismo do corpo das crianças para as atividades diárias. Francine ressaltou que também pratica o exercício com crianças que têm o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). “Com o treinamento funcional, ajudamos essas crianças com o aumento da autoestima, diminuição da irritabilidade, o respeito aos colegas e o aumento da concentração”.

O profissional de educação física e estudante de nutrição Felipe Borba completou que, caso a atividade seja praticada em níveis de alta intensidade e impacto, pode comprometer o crescimento da criança. “O crescimento pode ser comprometido quando ocorre lesões nas epífises, cartilagens que existem nos nossos ossos. Enquanto elas existem, a criança ainda cresce. Em atividade de alta intensidade, podem ser lesionadas, o que leva a calcificação dos ossos e a criança não cresce mais.”


A mãe de Manuela, Melissa Costa, relatou que a filha de 11 anos começou a fazer o funcional em fevereiro e já viu mudanças. Ela não permite que a atividade atrapalhe a vida escolar de Manu. “Ela entrou no funcional por questão de saúde. Estava com as taxas um pouco elevadas. O pediatra dela também indicou que fizesse algum exercício para ajudar no crescimento, que é o que eles chamam de ‘estirão’, e o funcional ajudou bastante. Juntei a necessidade da saúde com a ajuda no crescimento e decidi colocá-la no funcional”, conta.


Felipe Borba ressaltou alguns pontos benéficos da prática de atividade física na infância. “Melhora a coordenação motora, o aprendizado, a socialização, a utilização do potencial genético máximo. Nas meninas, há um retardo da menarca, além do combate à obesidade que vem crescendo cada vez mais nessa população.”


Ele também explicou que a alimentação é de grande importância no processo de crescimento, contribuindo na prática de atividade física. “A criança ainda depende dos pais para se alimentar. Uma alimentação saudável será o ‘combustível’ para que o exercício seja realizado. Ela pode ser feita de forma positiva, quando é um momento agradável para a criança. É importante que os pais realizem uma introdução alimentar adequada, que seria após os 6 meses de vida, ofertando apenas alimentos saudáveis. Como eles não tiveram acesso a nenhum tipo de açúcar ou gordura de produtos industrializados, não sentirão falta deles quando estiverem maiores”, ensina.

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Por um jornalismo esportivo que tenta fugir do óbvio e busca uma cobertura humanizada com foco nas transformações sociais provocadas pela prática esportiva.

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