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Remo vive momentos de decadência em Pernambuco

  • Entrelinhas
  • 7 de jun. de 2019
  • 2 min de leitura

Por Helton Henrique


O remo vive uma situação precária no estado de Pernambuco. Sendo um dos esportes mais antigos da "veneza brasileira", a modalidade corre o risco de ver sua história centenária chegar ao fim. O esporte sobrevive sem investimentos, e a procura é cada vez menor. O esvaziado calendário conta apenas com o Campeonato brasileiro, no mês de junho, em Brasília; a Copa Norte, em julho, e o Pernambucano, no segundo semestre, sem data marcada.


Em 2017, o Sport conquistou o estadual de remo sem sequer precisar colocar o barco na água para competir porque o Náutico, único adversário, não inscreveu a tempo seus atletas. De acordo com o regulamento, se uma equipe perde a inscrição de uma etapa automaticamente está eliminada das outras. Desta forma, as quatro provas previstas para o Pernambucano do ano passado não aconteceram. A Federação Pernambucana de Remo (FPR) tentou contornar o episódio para que as regatas fossem realizadas, mesmo descumprindo a regra, mas o Leão não abriu mão e ficou com o título.


“A rivalidade é intensa dentro e fora d’água entre rubro-negros e alvirrubros. Os clubes entraram em rota de colisão devido ao acontecimento do ano passado. Este ano, o Pernambucano vai ficar para depois (por não ter sido disputado em 2017), mas ainda não há definição da data”, afirmou Fernando Pinto, remador do Cabanga Iate Clube Referência nos esportes à vela em Pernambuco, o Cabanga estreou a modalidade náutica em setembro do ano passado.

Os atletas mais antigos do remo viram de perto a decadência do esporte. Assim como outras modalidades olímpicas, há a preocupação com uma renovação urgente, mas a falta de recursos impede uma oxigenação.


“Hoje a modalidade está na estaca zero. Perde força no estado a cada ano. O número de praticantes só diminui. Como os atletas jovens estão cada vez mais escassos, os mais antigos é que sustentam o esporte. Além desses problemas, tanto o Sport como o Náutico passam por uma séria crise financeira. Os equipamentos, por exemplo, estão ultrapassados”, contou o jovem Victor Oliveira, de 23 anos de idade e ex-atleta do remo, com experiências no Sport e Náutico desde 2008.


História


O remo surgiu no Brasil como um produto elitizado. Era tão conhecido e praticado, até o início do século passado, que foi determinante para a fundação de clubes que hoje têm o futebol como o esporte principal, a exemplo do Náutico, que carrega no nome a referência do esporte. Na era moderna, toda organização esportiva começou com a modalidade, primeiro na Inglaterra e depois nos outros países da Europa e das Américas.


Com o passar dos anos o esporte elitista ficou para trás. Virou popular e abriu portas para as classes sociais mais baixas em busca de uma sobrevida no cenário local.

Recife


Além de Náutico, Sport e Cabanga, o outro clube que pratica o esporte na capital pernambucana é o Barroso. O Santa Cruz adotou o remo como mais uma de suas modalidades por apenas três anos, mas abandonou as competições em 1925. Desde sempre, os atletas treinam no rio Capibaribe por volta das 6h.

 
 
 

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