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Quando uma imagem resume o sentimento

  • Entrelinhas
  • 7 de mai. de 2019
  • 2 min de leitura

Por Alexandre Ricardo


Desde 2016, o dia 1º de maio tem se tornado uma oportunidade de relembrar a história que se passou em Campina Grande, na Paraíba, com a finalíssima da Copa do Nordeste daquele ano. Seja algum causo, detalhe, momento particular. Detalhes que vão ficar para sempre na memória.

Depois de vencer o Campinense no Arruda, o Santa Cruz sabia que iria contar com uma presença massiva do seu torcedor nas arquibancadas do Amigão, até pela curta distância entre Recife e o local da partida. Pessoas madrugando nas bilheterias para garantir ingresso, dezenas de caravanas se formando e fazendo com que a ansiedade conduzisse os dias anteriores.


Na quinta-feira, primeiro dia de venda, fui golpeado por uma febre que não me permitiu ir adquirir o bilhete. As horas de cama serviram para que me questionasse como alguém poderia comprar um ingresso sem que o deslocamento estivesse garantido. Afinal, tratava-se de uma viagem interestadual, que demandava um mínimo de planejamento. Até que a noite da sexta-feira chegaria com a notícia de que as entradas minha e do meu irmão estavam asseguradas. Morando em Caruaru, ele veio ao Recife só para irmos a esse jogo. Faltava a parte mais difícil: como chegar lá? Eis que a praticidade das redes sociais proporcionaram uma carona amiga comprometida em pegarmos a estrada logo no início do domingo.


O sono do sábado à noite deu lugar a uma contagem regressiva para o nascer do sol. Cinco e trinta da manhã, estávamos de pé. Beira da BR-232, no aguardo do carro mais coral que já entramos nesta vida. Não demorou muito para, ao chegarmos em Abreu e Lima, descobrirmos que outros três passageiros entrariam no veículo. Eram seis pessoas indo contra às leis do trânsito e a favor de um sentimento em busca do título.


Já estávamos na Paraíba quando compartilhamos uma estrada tomada por motos, vans e ônibus de santacruzenses esperançosos por um troféu inédito na história do clube. Uma tarde que parecia, literalmente, um sonho. No campo, tudo deu certo. Saímos atrás do placar e naquele momento estávamos sendo vice-campeões pelo critério do gol marcado fora de casa. Mas o empate deu a certeza de que nada tiraria da gente o final feliz de uma verdadeira epopeia.

Ao chegar em casa, campeão e tomado pelo êxtase estendido durante uma semana, fui conferir toda a repercussão e me deparei com uma série de fotos realizadas pelo Diario de Pernambuco. Entre elas, uma me marcou. Um torcedor, com os braços de fora do ônibus em direção à Campina Grande, tremulava a bandeira do clube. Um clique perfeito, com o qual me identifiquei. Me vi ali, sendo mais um. Que se esforçou para presenciar um marco de gerações apaixonadas pelo Clube do Povo.




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Por um jornalismo esportivo que tenta fugir do óbvio e busca uma cobertura humanizada com foco nas transformações sociais provocadas pela prática esportiva.

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