Ginástica Rítmica: início, meio e pódio
- Entrelinhas
- 28 de mai. de 2019
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Por Kelly Arruda
Bolas, arcos, fitas, cores, brilho, muito carisma e habilidade. Estes são alguns dos elementos que compõem a ginástica rítmica, modalidade predominantemente feminina, com raízes no balé, detentora movimentos corporais espetaculares, cativantes, cheios de beleza e gingado. Em paralelo, e que por muitas vezes se confundem, a ginástica rítmica diferencia-se da ginástica artística, uma vez que esta explora a relação entre força e equilíbrio do corpo humano diante dos aparelhos utilizados para as provas, como: argolas, barras e saltos.
As meninas começam a praticar os primeiros saltos na GR ainda muito jovens. No Instituto Fatima Coelho de Ginástica Rítmica, um dos principais centros dedicados ao gênero esportivo no Estado, a idade mínima para começar é quatro anos, assim como na maioria dos espaços dedicados à modalidade.

Foto: Divulgação
Com a finalidade de aprimorar o condicionamento físico e comportamental, a professora de música Alessandra Domingues decidiu colocar a filha nos treinos do instituto. “Além da disciplina de um esporte, é um incentivo para a criança fazer algo mais. Não é apenas exercitar os músculos. No dia a dia, ajuda na disciplina em casa com os estudos. Ajuda também no esforço e perseverança da atleta para ganhar e chegar a atingir vários níveis”, explica.
Ao contrário do que o senso comum diz à respeito da interferência que os exercícios praticados causam ao crescimento corporal das ginastas, Fernanda Marques, técnica auxiliar do pré-infantil (9 e 10 anos) no instituto de Fatima Coelho, afirma que nada disso tem efeito. “Não interfere no crescimento nem na ginástica rítmica nem na ginástica artística. Muito pelo contrário. As melhores ginastas do mundo têm em média 1,80m. Elas são muito altas, principalmente as russas e as ucranianas. Elas têm uma musculatura muito linda, muito forte. Inclusive, muitas das atletas da ginástica rítmica deixam de ser ginastas e passam a ser modelos”
Mais de 20 garotas compõem a equipe de Fátima Coelho. Há mais de 35 anos se dedicando à categoria esportiva, a técnica é exigente nos treinos. Trabalha o foco, disciplina e organização. “É preciso entender que esse comportamento é de extrema importância. Assim, elas levam isso para dentro das competições. Minhas meninas são muito boas, elas já entendem isso. Temos muitas atletas que são promessas para os próximos torneios. Não temos tanta estrutura dedicada exclusivamente à ginástica aqui no Estado e eu pretendo trazer alguns projetos”, disse.
Muitas das ginastas já mostraram resultado se destacando nos pódios Pernambuco afora. É caso de Camila Riff, de 14 anos e Maria Isabel Albuquerque, de 15 anos. Mais nova, Camila acumula conquistas desde 2016 sendo campeã regional e nacional, sexta colocada no Brasileiro de 2017 e a grande vencedora dos Jogos Escolares de Pernambuco do mesmo ano, além de medalhista de prata na mesma competição no ano seguinte. Maria Isabel é campeã nacional do ano de 2014 e hexacampeã pernambucana. As duas atletas foram medalhistas de ouro por equipes na edição de 2018 dos Jogos Escolares da Juventude, fase nacional dos jogos escolares do Estado. Maria Isabel foi mais além se destacando individualmente na competição geral com o primeiro lugar.

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