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Entre pai e filho não se mete… final de campeonato

  • Entrelinhas
  • 26 de abr. de 2019
  • 2 min de leitura


Por Welli Galindo


Rivalidade para você é uma coisa ruim? Pra mim é bem engraçada. Imagine a situação: final de campeonato entre Sport e Santa Cruz em uma família em que exista um rubro negro roxo e um tricolor doente pelo time. Você vive uma situação assim? Então sabe do que estou falando! Caso haja a perfeita harmonia de times na sua casa, não sabe a diversão que está perdendo.

Começa os primeiros minutos de jogo e já é uma gritaria. A bandeira do Sport está estendida no centro de mesa e a do Santa Cruz fica mais para perto da televisão. “Espera pra ver!” e “Você não perde por esperar” são as frases mais ouvidas no dia. A cada lance oportunista ecoa o “cazá cazá” ou o “tri tricolor” pela casa.

O que é o clássico das multidões no estádio, torna-se dentro da sala, com dois torcedores que valem pelos milhares do campo. Eles gritam, pulam, cantam e torcem como todos aqueles juntos. A emoção é forte, e muito bonita, mas calma, nada de se comover com o adversário. Não há nada de pai e filho nesse momento, só - divertidos - rivais.

Eu, como bela aspirante a torcedora, só observo tudo aquilo como se acompanhasse uma cena de novela. Daquelas mexicanas. A decisão foi para os pênaltis e os dois estão ajoelhados em frente à TV. Consigo ver lágrimas naqueles olhos. Brasil contra Argentina? Copa do Mundo? Tenho certeza que para esses dois torcedores não tem Pelé ou Maradona que barrem o brilho de ver seu time do coração jogar.

Em um dos gols, a comemoração foi tão forte e, principalmente, exagerada que o pulo de quem estava de joelhos no tapete foi acompanhado de um chute na tela da transmissão. Antes de saber o saldo de gols final, uma coisa a gente já sabia: o saldo da torcida foi prejuízo na televisão.

Pelo menos a tristeza da dívida do conserto foi acompanhada da alegria da vitória. O Sport foi campeão. Mas quer saber, querido leitor? Isso é o que menos importa! As gritarias e ‘brigas’ ficam para trás depois do apito final. Claro, ainda existem as brincadeiras e provocações, mas o que reina mesmo são as gargalhadas e lembranças do tempo em família.

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Por um jornalismo esportivo que tenta fugir do óbvio e busca uma cobertura humanizada com foco nas transformações sociais provocadas pela prática esportiva.

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