Entenda como funciona: o diferencial da alimentação para cada tipo de esporte
- Entrelinhas
- 7 de mai. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 14 de mai. de 2019
Por Welli Gallindo
Quando se pratica um esporte físico, seja por ‘hobbie’ ou profissão, a alimentação é o aspecto mais importante associado ao treinamento. Afinal, é nos alimentos ingeridos que buscamos a energia e os nutrientes indispensáveis para a contração muscular gerada pelo esforço físico. Não adianta pensar apenas nas atividades regulares sem se importar com a qualidade da alimentação para manter o organismo forte diante da sobrecarga dos treinamentos.
Adequar a quantidade/qualidade dos alimentos em relação ao gasto energético no exercício é sempre um desafio e depende muito dos objetivos (saúde, estética ou performance), da modalidade esportiva ou das fases do treinamento (ciclos). Um corredor, por exemplo, precisa de certos nutrientes que potencializem a sua velocidade, enquanto um lutador de boxe necessita de substâncias que aumentem sua força física.
Segundo a nutricionista esportiva Rosa Jordão Costa, é necessário considerar as fases e objetivos do treinamento. “Se o foco for intensidade (exercícios explosivos e/ou de força) a fonte energética primária será o glicogênio muscular. Neste caso deve-se caprichar no consumo de carboidratos no pós-treino e nas horas seguintes para acelerar a recuperação. As proteínas também devem estar presentes”.
Já se o objetivo for volume, com treinos longos, o atleta deve ter uma alimentação mais balanceada e as quantidades de carboidrato podem ser menores (até 50% da caloria total da dieta). A alimentação para quem pratica exercício de forma regular, deve conter todos os grupos alimentares, sem esquecer de variar bastante os alimentos. “Uma alimentação monótona e repetitiva pode levar a carências nutricionais que podem também prejudicar o desempenho. Então nada de só comer frango com batata doce”, alerta a nutricionista.
Personalizando a alimentação
Levando em consideração todos os aspectos evidenciados, fica claro a necessidade de ajustes para uma dieta específica de cada na composição corporal. As quantidades de gordura e massa magra são parâmetros importantes na saúde, estética e no esporte. Particularmente nos esportes, cada modalidade requer características físicas bem específicas.
Portanto, cada atleta deve procurar um nutricionista esportivo para desenvolver um quadro de alimentos específico. “Para desenvolver um bom trabalho, o profissional da área, além de fazer uma anamnese clínica cuidadosa, deve conhecer os horários de treino do paciente e preferências alimentares. Também é importante trabalhar junto com o ‘personal’ ou preparador físico para eleger prioridades e equalizar todas estas questões”, explica Rosa Jordão.
Thaís Leopoldo, nutricionista esportiva funcional, também aposta na importância da personalização dos alimentos para cada tipo de esporte. Por isso, ela elencou alguns destaques na alimentação de quatro tipos de esportes e exigências físicas diferentes.

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