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Em Busca de Todos os Estádios do Mundo

  • Entrelinhas
  • 7 de jun. de 2019
  • 3 min de leitura

Por Victor Peixoto



De Gaspar, interior de Santa Catarina, Rubens Benevenutti é apaixonado pelo futebol desde 1982, quando tinha 10 anos e viu a emblemática Seleção Brasileira de 1982, que contava com Zico, Falcão, Sócrates e uma legião de craques que acabou eliminada pela campeã Itália. Em se tratando de clubes, Rubens, influenciado pelo pai, é torcedor do Botafogo, mas assim como a Seleção, sua paixão só podia ser expressada a distância, ou pelo rádio, ou pela TV.


Apaixonado não só pelas camisas alvinegra e amarela, Rubens aprecia, no fundo, o esporte como um todo. Cansado de ver os jogos pela TV, começou a frequentar os jogos do clube da cidade, o BEC, e ali ele pôde sentir, pela primeira vez, o calor de um estádio de futebol, da torcida, das bandeiras tremulando e do eco estrondoso de um grito de gol. Contagiado, ele quis dar mais um passo na sua vida em relação ao futebol, depois do sofá e da arquibancada, o catarinense queria calçar as chuteiras e ser o protagonista do espetáculo.


Aos 19 anos, tentou uma vaga no Coritiba, mas pelo começo tardio, acabou não tendo sucesso e teve que se contentar com o papel de torcedor. Mas não qualquer papel, não qualquer espetáculo. Depois do Campeonato Estadual, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. As fronteiras foram sendo atravessadas, e pouco a pouco Rubens foi se tornando peça comum nas arquibancadas dos grandes jogos. Final de Copa América, de Libertadores, Copa das Confederações, Copas do Mundo e Olimpíadas.


Realizou o sonho de qualquer brasileiro, assistiu a 13 jogos na Copa do Mundo de 2014, inclusive jogos que se eternizaram na história do Futebol, como o jogo de abertura, o fatídico 7 x 1 e a Grande Final que deu o tetracampeonato para a Alemanha. Viu também o inédito ouro olímpico do Brasil no futebol, num Maracanã lotado, contra a mesma Alemanha de dois anos antes.


Pacote completo? Sonhos todos realizados? Não para Rubens. Ele é como um grande jogador: sempre quer mais, novos recordes, novas façanhas, novas conquistas. Não sei se você reparou durante o texto, mas até aqui, Rubens não havia saído do continente americano. Faltava ainda a elite do futebol de clubes do mundo. O futebol europeu.


Conheceu o templo Santiago Bernabéu e ainda assistiu um El Clássico entre Real Madrid e Barcelona em 2013. Tudo aquilo encantou à Rubens, os estádios, as torcidas, a própria cultura europeia. O próximo passo seria a Champions League e conhecer os estádios ao redor da Europa. Desde 2013 em uma jornada ininterrupta, Rubens assistiu à mais uma Final de Copa do Mundo, jogos de mata-mata de Champions, e visitou, dentre tantos, a Amsterdam Arena, Wembley, o próprio Santiago Bernabéu, Vicente Calderón, estádios dos mais tradicionais do mundo, todos visitados por aquele catarinense, que ainda criança, vibrava com os gols do Botafogo pelo rádio.


Até se hospedar no hotel da Seleção Brasileira, em Sochi, em uma Copa do Mundo e dividir o refeitório com os jogadores e sua fiel companheira, sua esposa, Cássia, Rubens, que considera este o seu grande momento no futebol, já fez.

Mas ainda falta um troféu na prateleira de Rubens, a Grande Final da Champions League. Troféu este que, mais cedo ou mais tarde, assim como a grande glória vem para os grandes craques, virá também para este grande torcedor e pessoa. Quem sabe Istambul em 2020? Você duvida? Eu não!

 
 
 

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Por um jornalismo esportivo que tenta fugir do óbvio e busca uma cobertura humanizada com foco nas transformações sociais provocadas pela prática esportiva.

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