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Educação e Esportes: como as bolsas de estudo esportivas influenciam na vida de jovens atletas?

  • Entrelinhas
  • 7 de mai. de 2019
  • 3 min de leitura




A maioria dos jovens sonha em ingressar numa faculdade e garantir uma vida profissional estável. Porém, nem todos passam em uma universidade pública ou não têm condições de pagar a mensalidade de uma particular. Mas, nas particulares, é possível conseguir bolsas de estudo esportivas de até 100% da mensalidade para aqueles que se destacam em uma modalidade e querem defender sua instituição.

Além da bolsa, os estudantes também recebem auxílios como a contribuição de pagamentos em viagens, a exemplo de passagens, hospedagem e, também, espaço na academia para preparos físicos. A atleta de voleibol e estudante de Enfermagem, Karla da Silva ganha bolsa integral e também recebe auxílios da universidade “Quando precisamos participar de campeonatos fora do Recife, a instituição também nos auxilia quanto a passagens, hospedagem, alimentação… quando não estão numa situação financeira favorável, tentam conseguir patrocínio para bancar nossos campeonatos”, explica. Quanto à musculação, a estudante pontua: “sempre que conseguimos tempo, vamos a academia para manter o rendimento físico. Tudo isso pela própria universidade”.

Algumas atletas ganham bolsas de estudo antes mesmo de ingressarem numa universidade. É o caso da atleta de voleibol, Emily de Sá, de 20 anos, que joga atualmente pela UNINASSAU, instituição onde cursa Arquitetura e Urbanismo e, também, pelo Sport Club do Recife. Emily começou a jogar voleibol com oito anos e três anos depois a oportunidade de ganhar a bolsa na escola onde estudava apareceu. Em seguida, a jovem recebeu a proposta de jogar pela Universidade Maurício de Nassau e garantiu a bolsa integral.

Para a atleta, o esporte foi de grande influência para a sua vida “ O vôlei é muito importante para mim porque ele é diretamente ligado tanto aos meus estudos acadêmicos quanto a minha vida profissional de atleta”, afirma. A jovem pontua também quanto aos gastos acadêmicos “A minha mensalidade na faculdade é cerca de mil reais, então se você calcula cinco anos: mil reais por mês, é bastante dinheiro. Eu não teria condições de bancar sozinha. Então, se não fosse o vôlei na minha vida, meu destino seria muito diferente”.

Adalberto Nóbrega é técnico de voleibol da Uninassau e do Sport Club do Recife e possui vinte anos de carreira. Para ele, as bolsas de estudo são indispensáveis “É uma ajuda para as atletas que não podem pagar para terem um curso superior”. Ele conclui “Em dez anos, a gente já formou várias atletas que estão no mercado de trabalho”.





A rotina acadêmica costuma ser rigorosa, sendo necessário que os estudantes mantenham o foco para não terem notas abaixo da média e não influenciar negativamente em um estágio. Se a rotina é complicada para aqueles que não mantém atividades fora da universidade, imagina para as atletas bolsistas? Gabriela Prado, de vinte anos, também é bolsista da Uninassau e atleta de voleibol pela instituição, além de jogar pelo Sport Club do Recife. Para ela, o dia a dia é, de fato, cansativo, mas não é impossível. “Meu maior desafio é encontrar disposição dentro de uma rotina a qual precisamos acordar cedo e ir para aula - Ás vezes ficar direto para o treino”. A atleta pontua também conciliar o esporte com os estudos é tranquilo. "Quem quer estudar de madrugada, na quadra, ou até antes do treino, consegue”, garante.


Gabriela ressalta que a bolsa, além de um incentivo para o estudo, é de grande importância para a vida social “Atualmente me encaixo entre a classe média e média baixa e, no vôlei, conheci pessoas de outras classes sociais por causa da bolsa. Entre essas pessoas, você consegue melhorar a educação, se relaciona e deixa de ter certos preconceitos”, conclui a atleta.

Para conseguir uma bolsa esportiva, é necessário que o interessado entre em contato com a instituição e pesquise em quais delas mais se adequa ao seu perfil. Afinal, cada universidade possui um diferente método de distribuição de bolsas. Uma vez conquistada a bolsa, é desejável que o bolsista mantenha o desempenho acadêmico para não a perder.  


 
 
 

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Por um jornalismo esportivo que tenta fugir do óbvio e busca uma cobertura humanizada com foco nas transformações sociais provocadas pela prática esportiva.

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