Circuito Pernambucano de Remo comemora 114 anos do esporte no estado
- Entrelinhas
- 7 de mai. de 2019
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Por Jennifer Bachmann
A temporada do Remo em Pernambuco começou neste domingo (5), no Marco Zero. Em disputa, dois dos três clubes filiados competem pelo título - o Cabanga Iate Clube e o Náutico. O Sport, filiado que possui mais títulos pela categoria no estado, não participa este ano por problemas operacionais de reestruturação do departamento.
Seguindo o padrão FISA e as regras da Confederação Brasileira de Remo (CBR), o Circuito Pernambucano tem provas de 1000m, 1500m e 2000m, distâncias oficiais de cada categoria. Segundo a organização do evento, cerca de 50 atletas devem participar.
O Cabanga foi o campeão da primeira etapa do Circuito, tendo vencido sete provas e ficando em segundo nas outras duas das nove. Passada a primeira fase do ciclo, as equipes pernambucanas disputarão duas etapas restantes. Respectivamente, nos dias 28 de julho - na categoria de velocidade, o Recife Pró REMO -, e, por fim, dia 6 de outubro, a etapa final do campeonato estadual.
Este ano, a prática completa 114 anos no estado. No Recife, o remo era o esporte protagonista e atraía, nas manhãs de domingo, mais de 500 pessoas à beira do rio Capibaribe. Na década de 50, era o remo que estampava os jornais.
Ao longo das décadas, contudo, o brilhantismo do esporte foi ofuscado por uma série de fatores. A poluição nas águas teve sua parcela, bem como as próprias mudanças na dinâmica da rotina. “Hoje tem a necessidade de mais estudo e mais horas de trabalho, com isso, o tempo do esporte diminuiu. Antes quem queria ficar forte ia para o remo, hoje são inúmeras as academias. Com a internet, os jovens dormem de madrugada, quando o treino está começando”, aponta o treinador Marcos Melo, do Cabanga Iate Clube.
Já Guilherme Rodrigues, vice-presidente da Federação Pernambucana de Remo, aponta as razões para o enfraquecimento do esporte. “O remo perdeu muito nos últimos 20 anos. Tem a poluição do rio, a dificuldade para atrair os jovens, o sucateamento dos clubes. Falta gestão profissional”, destaca.


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