Arena de Leões
- Entrelinhas
- 25 de abr. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de abr. de 2019

Por Maria Eduarda Lima
Dia 21 de abril, final do Campeonato Pernambucano de futebol... A Ilha do Retiro estava repleta de suor, nervosismo e um desejo mútuo dos torcedores: vencer. De um lado do estádio, a camisa vermelha e branca clamava pelo Náutico e, do outro, a estampa era composta de listras vermelhas e pretas, junto às vibrações do torcedor rubro-negro.
Era noite de clássico e todos estavam atônitos. Para o Náutico, a situação não estava favorável, pois a vitória era necessária. Já o Sport precisava apenas de um empate para conquistar o quadragésimo segundo título pernambucano da história do time.
O primeiro tempo foi acirrado. Os jogadores não conseguiam conter os nervosismo e trocavam olhares ameaçadores. Terminado o intervalo, os times voltam ao campo recebendo a multidão de torcedores cantando seus respectivos hinos; a emoção predominava na Ilha. No final do segundo tempo estava quase certo: o título seria alvirrubro e o Sport perderia a quarta decisão consecutiva e campeonato no estádio.
Mas nem tudo estava perdido. Quando tudo já parecia ter acabado: pênalti! O time rubro-negro deu a volta por cima. O jovem Mailson agarrou duas cobranças e garantiu ao time o quadragésimo segundo título pernambucano da história do Sport. Foi com grande clamor que a torcida do leão comemorou o título, junto aos jogadores. E foi com desprezo e tristeza que a torcida do Timbu deixou o estádio.
Porém, a disparidade de emoções transformou o clássico, novamente, numa noite de terror. Ainda dentro do estádio, policiais agrediram torcedores do Sport. O intuito era de garantir a segurança, mas a única coisa que conseguiram foi gerar mais violência. Fora do campo, torcedores e policiais também se espancavam. O placar não pôde ser comemorado por todos. Mais uma vez a violência predominou no clássico pernambucano.



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