A fé como precursora de sonhos e combate às mazelas sociais
- Entrelinhas
- 14 de mai. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de mai. de 2019

Por Alexandre Ricardo
Vinte e seis quilômetros longe do Recife, na comunidade de Chã de Cruz, em Paudalho, um trabalho social desenvolvido pela Igreja Batista tem buscado no futebol uma forma de promover a fé e promover a integração entre moradores da região. O Projeto Atitude, que já tem um ano e dois meses de trajetória, aposta na paixão nacional como instrumento também de oportunização para crianças e adolescentes.
O trabalho começou com a realização de oficinas de teatro e contação de histórias. Hoje, ao lado de outros quatro incentivadores da igreja, Efto Soares opina que o esporte tem um grande potencial de ajudar no convívio entre pessoas e na educação de futuros cidadãos. "O projeto surgiu através de uma reunião com amigos, no intuito de tirar crianças da rua, afastando de alguns problemas recorrentes como as drogas, aproveitando um momento de descontração", diz.
Apesar de não ter nenhum tipo de formação ligada à prática esportiva, Efto também fala do prazer em sentir que faz a diferença na vida de tantas famílias. "É uma responsabilidade grande. Não tenho nenhum tipo de profissão relacionada ao esporte. Mas a gente tenta ensinar algo de tática, falando sobre velocidade, resistência. É prazeroso, porque você sabe que está fazendo algo positivo em prol das crianças ", complementa.
Um dos mais velhos entre os garotos, Ananias Soares, de 15 anos, conta como chegou até o projeto. "Jogo futebol desde os oito anos. Mas no projeto comecei por incentivo da minha família, especificamente os meus pais. Amigos também chamando e falando o quanto é bom. A gente se sente abraçado", salienta. História compartilhada por Luciano Joaquim, de 14 anos. "Anteriormente, jogava na quadra do colégio desde os oito anos. Foi aí que surgiu essa oportunidade e acabei vindo. Agora só fico e jogo por aqui”.
O SONHO DE TANTOS OUTROS
Como em outros cantos do país, os sonhos são de um dia atingir o alto nível e vestir grandes camisas do futebol brasileiro e mundial. A admiração pela Seleção Brasileira se assemelha a dos grandes ídolos dos garotos. "Meu sonho é de um dia jogar pelo Brasil. Vejo o Neymar, o Gabriel Jesus. Quero ser como eles", é o que garante Felipe Martins, de apenas nove anos. Já Guilherme Carlos, de 12 anos, recorre à memória para saudar um dos grandes nomes do esporte no país. "Hoje se fala muito em Neymar, mas eu me inspiro mesmo é no Ronaldinho Gaúcho, pelas coisas que ele fazia com a bola".

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